O TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade é um distúrbio neurológico caracterizado por manifestações persistente de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Estas características não correspondem ao nível de desenvolvimento das pessoas e uma persistência de pelo menos seis meses com prejuízo clinicamente significativo em pelo menos duas áreas de sua vida (casa, escola, trabalho, relações sociais, etc.), o que afeta o funcionamento psicossocial.

Se você quer saber tudo sobre este distúrbio e ainda identificar seus sintomas e tratamento, acompanhe este artigo!

Origem

O TDAH foi identificado desde o século XIX e foi mudando sua nomenclatura.

 Atualmente considerada como um distúrbio neurológico cuja idade de início é antes da idade de 12 anos com seus sintomas persistentes por seis meses. Este que não correspondem ao nível de desenvolvimento das pessoas.

Tais sintomas causam uma deterioração clinicamente significante em diferentes áreas da vida. A etiologia e patogênese mostram uma disfunção fronto-subcortical e alterações, principalmente, nos sistemas dopaminérgico e noradrenérgico.

Ocorrência do TDAH

A prevalência em adultos é de 4,4%, e isso deve ser considerado como um sinal de alerta para diagnóstico e tratamento nessa população

Para jovens e adultos com TDAH as dificuldades já descritas ocorrem. Assim, também, como o aumento de acidentes, comportamento criminoso, dificuldades na gestão das finanças pessoais e relações interpessoais impactam a vida. 

Considera-se importante também identificar e diagnosticar não apenas o TDAH, mas também as demais doenças que se associam. Estas podem ser os transtornos de ansiedade, episódio depressivo maior e uso e abuso de álcool e substâncias.

O tratamento indicado para esse transtorno deve ser através de equipe multidisciplinar, ou seja, psicofarmacológico com o uso de estimulantes e não-estimulantes e intervenções psicossociais.

TDAH Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

Identificando o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade

Na década de 1970, um grupo de especialistas, principalmente Virginia Douglas, apontou que a dificuldade de atenção e o déficit no controle dos impulsos também eram sintomas muito importantes, além da hiperatividade. 

Isso se torna relevante, pois na terceira edição do DSM, em 1980, esses sintomas são incluídos, mudando de nome novamente para transtorno de déficit de atenção com e sem hiperatividade. DSM III-R (1988) enumera 14 sintomas descritos, e apenas necessária a presença de oito destes para estabelecer um diagnóstico.

Em 1995, o DSM IV o classifica como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e o agrupa de acordo com a predominância de desatenção ou hiperatividade em três tipos:

  1. TDAH com predomínio do déficit de atenção.
  2. TDAH com predomínio hiperativo impulsivo.
  3. TDAH combinado.

Outro aspecto é a idade de início, que estabelece o aparecimento de sintomas antes dos 7 anos. No entanto, alguns autores diferem desse critério, comentando que ele pode ser diagnosticado a partir do estágio pré-escolar (4-6 anos).

O DSM-IV-TR mantém os tipos de classificação de transtorno de deficit de atenção e indica uma nota de codificação para adultos e adolescentes. Esta que atualmente têm sintomas e não cumprem plenamente os critérios, que devem ser especificados como remissão parcial. Todavia, não denota clareza para determinar o diagnóstico nesta fase da vida.

Alguns autores relatam que as taxas de TDAH em adultos aumentaram nas duas últimas décadas, o que provavelmente está relacionado às evidências sobre a persistência dos sintomas na vida adulta.

 Das crianças diagnosticadas na infância, 76% mantiveram o transtorno nessa fase da vida.  Vários estudos internacionais estimam que a prevalência de TDAH na fase adulta é entre 2,5 e 4,4%, da população.

Sintomas do TDAH

Principais sintomas de TDAH: Impaciência, impulsividade na tomada de decisões, facilmente distraídos com pensamentos irrelevantes, lapsos de memória, dificuldade em permanecer alerta ou acordado em situações entediantes, problemas para iniciar projetos ou tarefas, falta de concentração em atividades de trabalho.

Estima-se que 70% dos adultos com TDAH tem, pelo menos, uma patologia associada. 

TDAH x Outras patologias

Adultos com TDAH são em maior risco de instabilidade emocional, depressão, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de estresse pós-traumático, fobias específicas, transtornos de personalidade , abuso de álcool e outras substâncias, transtorno bipolar e transtorno de conduta e até mesmo compulsão alimentar.

Um EEG mostrou-se eficaz na identificação do aumento da frequência teta na região frontal esquerda com a avaliação feita com testes neuropsicológicos em crianças com TDAH.

Os dados levantam a hipótese de que crianças com TDAH, durante a execução de tarefas motoras com demanda de atenção, têm consideravelmente maior atividade de ondas Alfa, SMR e Beta do que a observada em crianças sem esse transtorno.

Está agora bem estabelecido que o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) compreende mais déficits do que seus sintomas definidores de desatenção, hiperatividade e impulsividade; uma ampla gama de déficits neuropsicológicos também foi descrita no TDAH.

Entre esses déficits, um conjunto crescente de evidências demonstrou comprometimento de linguagem no TDAH, como déficits na linguagem expressiva (iniciação de sentenças, articulação de palavras e organização da fala). E, sobretudo, comportamento pragmático inadequado mais frequente (sem resposta a uma pergunta, mais interrupção / sobreposição de oradores e falta de especificidade do assunto).

Alguns estudos demonstraram déficits linguísticos um tanto similares àqueles vistos em desordens do espectro do autismo. Embora o TDAH tenha sido inicialmente considerado um transtorno presente apenas na infância e adolescência. Contudo, agora é reconhecido como um distúrbio persistente não apenas na idade adulta, mas também na idade avançada. 

Resultados de inúmeras avaliações clinicas sugerem que déficits de linguagem previamente descritos em crianças, adolescentes e adultos com TDAH podem persistir até a velhice.

Transtornos Mentais

A “praga de transtornos mentais” expandiu-se a ponto de crianças e adolescentes também começarem a fazer parte destas estatísticas.

No início da era psicofarmacológica, poucas eram as crianças diagnosticadas com transtornos mentais.

As crianças eram consideradas travessas, inquietas e dispersas. Já os adolescentes eram considerados tímidos, emocionalmente inconstantes. Todavia a sociedade esperava que na idade adulta seriam pessoas aptas para assumir suas responsabilidades e ter uma profissão Enfim, serem sujeitos normais.

O olhar sobre a infância começou a ser revisto a partir do momento em que a psiquiatria passou a tratar crianças e adolescentes com medicamentos psicotrópicos.

A justificativa apresentada pela psiquiatria é muito simples. Sendo a da descoberta, nos últimos 50 anos, que crianças e adolescentes sofriam de patologias mentais de origem biológica. E assim surgiram o TDAH, a depressão, o transtorno bipolar, entre outras patologias infanto-juvenis.

Diagnóstico do TDAH

No caso do TDAH, o diagnóstico é clínico, pois não existem exames laboratoriais que possam comprovar tal patologia. Desse modo, qualquer pessoa pode facilmente receber o diagnóstico deste transtorno mental e uma prescrição para tratamento medicamentoso.

Isso facilita que um número significativo de pessoas receba um diagnóstico falso-positivo. Isto em decorrência da influência do marketing. Pois o TDAH atinge cerca de 5% a 10% da população infanto-juvenil em diversos continentes.

De acordo com o Conselho Sueco de Avaliação Tecnológica em Saúde de Estocolmo, em 2013, perto de 10% das crianças em idade escolar podem ter TDAH. Contudo, o número depende do método de diagnóstico.

Evolução do diagnóstico

Em parceria com as indústrias farmacêuticas, começou a expandir o diagnóstico por outros países, como na Alemanha. Deste modo, aumentando diagnósticos em 381% dos anos de 1989 a 2001. No Reino Unido, onde as prescrições de medicamentos para o TDAH aumentaram 50% entre 2007 e 2012.

Em Israel, onde as prescrições duplicaram entre os anos de 2005 a 2012. Em países fora dos Estados Unidos, o uso mundial de Ritalina em 2007 era de 17%, passando para 34% em 2012. Nos Estados Unidos, nesse mesmo ano, 10% de crianças e adolescentes, com idades entre 4 e 18 anos, foram diagnosticadas com TDAH.

As vendas globais de medicamentos para o TDAH renderam 11,5 bilhões de dólares em 2013.

Comportamento relacionado ao distúrbio

O contexto escolar aparece como um local inicial para identificar tais problemas relacionados ao comportamento. Ao passo que, de algumas crianças não seguirem as regras da escola, como ficarem sentadas, caladas e prestando atenção nas aulas por várias horas.

O comportamento das crianças não corresponde às expectativas dos professores. Os quais se reportam aos pais que encaminham seus filhos para uma avaliação psiquiátrica já com indício de algum desvio.

Dentre estes resultados, destacam-se dois pontos: um a atenção e o outro a conduta.

1º Ponto

Um estudante que é capaz de se concentrar em outras tarefas e não presta atenção em sala de aula. Com efeito, pode-se considerar que a falta de interesse ou motivação pode estar inserido neste processo considerado como déficit de atenção.

2º Ponto

O segundo ponto, o de conduta, apresenta uma natureza diferente e parte do contexto relacional.

As manifestações em relação às outras pessoas são consideradas como: desafio, oposição, confronto, insultos, agressões de qualquer espécie.

Na questão diagnóstica, salientou-se que a desatenção, hiperatividade e impulsividade não são sintomas específicos para o TDAH. Mas, estes, podem fazer parte de um outro transtorno mental. Consequentemente, é necessário um diagnóstico diferencial cuidadoso e medidas terapêuticas adequadas.

Tratamento

Quando patologias psiquiátricas são confundidas com perturbações típicas da vida, percalços temporários, passa a ocorrer o que se chama de inflação diagnóstica.

Em muitas situações, o que tratamos não são doenças, mas transtornos da vida, desafios que pensamos que não daremos conta de lidar.

O modo mais adequado de transpor os problemas da vida cotidiana é solucioná-los diretamente ou aguardar que desapareçam, buscar apoio, fazer mudanças necessárias na vida, no lugar de recorrer imediatamente a medicamentos.

Para aqueles que sofrem de um transtorno mental real, a medicação pode ser necessária para restabelecer a homeostase. Mas para aqueles que sofrem por problemas cotidianos, o medicamento interfere na homeostase!

Mães estão encontrando na medicação para seus filhos um alívio para o sofrimento de todos os que os rodeiam. Mediante os resultados imediatos da Ritalina, ficam esquecidas as suas reações adversas. Além disso, não visualizam os dados futuros que esta droga pode causar às crianças

A principal preocupação é com as crianças e os adolescentes que estão sendo rotulados com diagnósticos falso-positivos de transtornos mentais e tem condutas medicamentosas como se tivessem transtornos mentais graves.

A dificuldade dos pais de lidarem com seus filhos é um fato que impressiona, parece que a infância não cabe mais no nosso cotidiano.

Os pais recorrem aos diversos profissionais e técnicas para dar conta de uma função que, até pouco tempo atrás, era exercida naturalmente nas famílias. O sofrimento mediante esta dificuldade é provavelmente o que induz a pensar que há necessidade de uma solução médica. Isto pois vivemos em uma era em que os percalços da vida tornaram-se patologias.

TDAH e a Microfisioterapia

Há indicações para utilização da Microfisioterapia nesses casos.

Crianças em tratamento através da técnica tem sua auto-estima retomada. Sua relação social por vezes comprometida por não conseguir interagir é melhorada. Ainda mais, as atitudes agressivas tanto verbalmente quanto fisicamente são abrandadas. Elas relatam maior facilidade em aprendizado assim como melhora em qualidade de sono e disposição ao longo do dia.

As habilidades de modo geral são potencializadas. Desta forma, elas apresentam diferentes iniciativas, projetos e até mesmo sonhos pra suas vidas não relatadas antes da microfisioterapia.

E adultos, após tratamento, também trazem boas noticias. Ouve-se relatos de maior desenvoltura com algo difícil de ser administrado anteriormente. Tanto em âmbito pessoal quanto profissional e intelectual.

Questões com seus casamentos, posicionamento no trabalho e reações a pressões, desenvolvimento de projetos e poder de decisão.

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A Microfisioterapia pode ajudar no tratamento do TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Agende sua consulta…

Referências bibliográficas:

COELHO, Rafael. Paulo Mattos. Rosemary Tannock. DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH) E DISCURSO NARRATIVO EM IDOSOS. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1980-57642018000400374&lng=pt&tlng=en

LEON, Silvia Ortiz León e Aurora L. Jaimes Medrano. Trastorno por déficit de atención en la edad adulta y en universitarios. Disponível em: http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0026-17422016000500006&lng=pt&tlng=es

SILVA. Vernon Furtado da. CRIANÇAS COM TDAH EXIBEM DIFERENTE PERFIL NO EEG DURANTE TAREFAS MOTORAS QUE DEMANDAM ATENÇÃO. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922018000500382&lng=pt&tlng=en 

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