A Hiposmia ou Anosmia são distúrbios relacionados a olfação.

A olfação é o primeiro órgão dos sentidos a se desenvolver embriologicamente. É um dos fatores que permitem ao ser humano compreender e se relacionar com o meio ambiente, sendo importante para uma boa qualidade de vida.

Além disso, serve como importante instrumento de alerta contra perigos a nossa vida: alimentos estragados, fumaças de incêndio, gases tóxicos.

Sua disfunção acarreta importantes perdas sociais, principalmente em bombeiros, empregados de empresas de perfumes ou gourmets.

Vamos falar mais sobre estas patologias da olfação, acompanhe!

Epidemiologia – Hiposmia e Anosmia

Aproximadamente 2/3 dos casos de anosmia e hiposmia crônica são devidos a infecções de vias aéreas superiores, trauma nasal e doenças dos seios paranais.

Em menor proporção, as alterações olfativas podem estar associadas a erros cirúrgicos (septoplastias, rinoplastias, turbinectomias, radioterapia, medicações), neoplasias intranasais (papiloma invertido, hemangioma e estesioneuroblastoma), tumores ou lesões intracranianas (Sd. de Foster Kennedy, meningioma do canal olfatório, gliomas do lobo frontal, lesões associadas a epilepsia), doenças neurodegenerativas, agentes tóxicos, distúrbios psiquiátricos, distúrbios endócrinos e metabólicos.

Os distúrbios da olfação são uma queixa freqüente, acometendo acima de 2 milhões de adultos nos EUA.

Estas alterações ocorrem em metade da população entre 65 e 80 anos e em torno de 75% da população acima dos 80 anos de idade.

Distúrbios da Olfação Hiposmia ou Anosmia

Anatomia e Histologia

A região póstero-superior das fossas nasais (teto da cavidade nasal, cornetos superiores e porção superior do septo nasal) também chamada de olfatória, é constituída pela mucosa olfatória tendo área de cerca de 2,5 cm.

Ela é formada pelos neurônios bipolares, que possuem dois prolongamentos, um que se dirige para a membrana basal e outro que se estende até a superfície do epitélio olfatório formando uma dilatação chamada de vesícula olfatória de onde se originam 15-20 cílios sensoriais que se projetam pela camada de muco.

Apresentam uma das menores velocidades de condução. Grupos desses axônios se organizam em feixes, originado do I par craniano (nervo olfatório).

Esses neurônios possuem capacidades regenerativa única dentre os neurônios sensitivos.

Ainda na região olfatória das fossas nasais encontramos outras células importantes, tais como as células basais, que são as células tronco progenitoras do epitélio olfatório, e originam as células do epitélio olfatório.

Quando uma destas últimas células morrem, existe um mecanismo que desencadeia divisão e diferenciação das células basais em um novo neurônio olfatório, característica não encontrada em neurônios do sistemas visual ou auditivo.

O muco presente recobrindo todo o epitélio é produzido pelas glândulas de Bowman e contém imunoglobulinas A e M, lisozima, lactoferrina e proteínas de ligação para agentes odoríferos.

Existem também mecanismos quimioceptivos não específicos derivados de terminações nervosas livres do V, IX e X pares cranianos, responsáveis, por exemplo pela queimação sentida após ingestão de pimenta, sendo geralmente preservada em indivíduos com anosmia.

Definições de Hiposmia e Anosmia

Anosmia e Hiposmia: ausência e diminuição da olfação.

Podemos agrupar as causas em:

  1. Intranasal: que impedem a passagem de partículas odoríferas até a zona olfatória, ou lesam as terminações nervosas olfatórias (pólipos, hipertrofia acentuada dos cornetos, edema devido rinite alérgica crônica, atrofias de mucosa nasal, Sd. deSjögren, uso de cocaína, doenças granulomatosas;
  2. Extranasal intracraniana: tumor de lobo frontal, anosmia congênita seletiva, trauma, atrofia difusa senil, meningite, oclusão vascular cerebral, esclerose múltipla, miastenia gravis, Parkinson, hidrocefalia, tabes dorsalis);
  3. Extranasal extracraniana: Sd Turner, disautonomia familiar, DM, pseudohipoparatireoidismo, déficit de vitamina A, hipotireoidismo, hepatite, IRC, póslaringectomia.

Outras Patologias Relacionadas a Olfação

Além destas patologias, temos também:

  • Hiperosmia: aumento da olfação, pode ocorrer em gestação, hipertireoidismo, psicoses, lesão de ponta do lobo temporal, como na aura epilética, em insuficiência córtico-adrenal, na mucoviscidose, na hiperplasia adrenal congênita virilizante não hipertensiva.
  • Cacosmia: sensação de odores desagradáveis que pode ser subjetiva quando só o indivíduo sente (sinusite purulenta) ou objetiva quando o indivíduo e outras pessoas sentem, como em tumores ou corpo estranho). Na rinite ozenosa somente as outras pessoas sentem, pois há lesão de terminações nervosas do paciente e/ou fadiga do nervo em conseqüência da percepção contínua dos odores fétidos.
  • Parosmia\Disosmia: distorção de odores, interpretação errônea de uma sensação olfatória. O indivíduo refere que “nada cheira certo” ou que “tudo tem o mesmo cheiro”.
  • Fantosmia: sensação de odores que não existem, intermitente ou constante, os odores são geralmente descritos como podres (ovos podres ou fezes). Pode surgir como aura de epilepsia ou em portadores de neurite gripal.
  • Agnosia: inabilidade para classificar, identificar ou constatar uma sensação odorífera verbalmente.

Investigação e Identificação da Hiposmia e Anosmia

O médico irá investigar infecções de vias aéreas superiores, sintomas alérgicos, alteração de gustação, estimar o grau de perda olfatória, uni ou bilateralidade, tabagismo, etilismo, radiação, cirurgias, trauma, dieta, alterações sistêmicas como hipotireoidismo, doença metabólica e alteração psicológica.

Em cerca de 22% dos casos nenhuma causa é encontrada.

Doença nasal e sinusal obstrutiva (23%) é a causa mais comum de distúrbio olfatório. Se a obstrução é total, o indivíduo apresenta anosmia (moléculas odoríferas não atingem o epitélio olfatório), liberando a obstrução a habilidade olfatória retorna.

Exames

Em Exame físico, atenção especial para boca, nariz, faringe e sistema neurológico. Características da mucosa e do muco nasal, presença de pólipos, secreção, massas, perfurações.

Exames complementares: A endoscopia nasal é útil no acesso à fenda olfatória, sendo em conjunto com a tomografia computadorizada.

A RNM é útil para avaliação do bulbo olfatório, tratos olfatórios e causas intracraniana de distúrbios da olfação. Entretanto, a estimulação e mensuração da olfação é importante, além da queixa subjetva do paciente tenta quantificar a olfação.

São usados piridina, nbutil álcool (solúveis em água e fácil identificação) e fenil-etil-álcool cheiro de rosa e menor reatividade trigeminal. Contudo, paciente precisa identificar: nomear os odores.

Causas e Agravantes

Em exposição à tóxicos a perda olfatória pode ocorrer em dias ou anos, podendo ser reversível ou permanente.

São exemplos de drogas que afetam a olfação: Anfetaminas Antibióticos, Cocaína Derivados de petróleo, Metais pesados, Solventes orgânicos Sulfato de zinco(tópico) Tetracloreto de carbono.

Tabagismo: acrescenta duas vezes mais chance de apresentar distúrbio da olfação.

Possui efeitos a longo prazo, reversíveis, podendo demorar o mesmo número de anos para o restabelecimento da função olfatória que o tempo de tabagismo.

Curiosamente temos citações de que as mulheres tem habilidade olfatória melhor que os homens, principalmente na fase pré-ovulatória.

A diminuição olfatória também se deve ao processo fisiológico de envelhecimento, ocorrendo na sexta/sétima década, ou às doenças de Alzheimer e Parkinson.

A esquizofrenia pode cursar com alucinações olfatórias em 15-30% das vezes. Pacientes com depressão maior podem apresentar mesmo sintoma.

Cirurgias como causa: temos dano neural durante um processo cirúrgico, estreitamento do fluxo nasal por alterações anatômicas ou tecido cicatricial.

Laringectomizados: o ar não passa pelo nariz portanto teremos anosmia.

Cirurgia fossa anterior: pós neurocirurgia transesfenoidal pode ocorrer lesão de lâmina crivosa.

Tratamentos para Hiposmia e Anosmia

Tratamento medicamentoso através de antibióticos, descongestionantes, corticóides tópicos, imunoterapia.

Cirurgia de seios paranasais, polipectomia (retirada de uma massa nasal), septoplastia (correção de desvio de septo).

Um terço recupera-se espontaneamente com ou sem tratamento.

Tratamento através da Microfisioterapia e Demais Técnicas

Um caso clinico me foi apresentado por uma paciente de 56 anos de idade.

Ela relatou, portanto, que havia perdido olfato e gustação após passar por episódio de gripe, próximo a 100% mediante avaliações com médicos especialistas.

Estava há aproximadamente 2 anos sem sentir aromas e odores.

A preocupação estava relacionada, sobretudo, com o receio de ingerir alimentos estragados, com odores que poderiam ser desagradáveis após atividade física ou em banheiros da sua casa e empresa acompanhavam o dia a dia da paciente.

Assim como limitações em eventos sociais ao degustar um alimento onde só havia a memória dos sabores. Ou ainda, se havia exagerado a quantidade de perfume, gerava uma certa tristeza.

Ao 4º atendimento a paciente referia oscilações de olfato e gustação ainda fraca.

Dando sequência através de técnicas como Constelações Estruturais, Ciclos de Vida, Terapia Crânio Sacral e Nova Medicina Germânica os sentidos perdidos foram reaparecendo de forma gradual e significativa dentro de aproximadamente 8 meses.

Após 12 meses a recuperação já era referida quase que em sua totalidade. Essa abordagem iniciou há 4 anos.

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Referências bibliográficas:

NAKASATO, Alexandre Akio. Distúrbios da Olfação. Disponível em: https://forl.org.br/Content/pdf/seminarios/seminario_58.pdf

NETO, Francisco Xavier Palheta. Anormalidades sensoriais: Olfato e paladar. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/aio/v15n3/v15n3a14.pdf

FRIED, Marvin P. Perda do olfato. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt-br/casa/dist%C3%BArbios-do-ouvido,-nariz-e-garganta/sintomas-de-dist%C3%BArbios-do-nariz-e-da-garganta/perda-do-olfato

Revista Veja. Disponível em: https://veja.abril.com.br/ciencia/cientistas-conseguem-restaurar-olfato-com-terapia-genetica/

ARAGUAIA, Mariana.Anosmia. Disponível em: https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/doencas/anosmia.htm

LEZCANO. Arturo. O chef que perdeu o paladar. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/08/12/eps/1565603225_599930.html

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